A Poetisa

Fogem-me as palavras
da mente cansada e presa.
Já não sinto o mesmo amor
que antes eu sentia,
Definha...
O encanto em cada pranto que desliza.
Hoje chora a Alma
e não mais os meus olhos quando te via.

A poetisa ainda te precisa...
Para continuar viva,
compor minhas verdades
Que na verdade são mentiras.
E que o amor seja imortal
Somente em minhas rimas.

Que caiam as letras
que sejam de saudades ou de tristezas
Que sejam irreais
Tanto quanto não tenho a certeza,
se sobreviverá a tantos desencantos
Que me causa tua frieza.

E que eu ainda possa te escrever
Palavras doces
Mesmo sem querer,
Numa tentativa inconstante de não te perder.

A poetisa ainda está aqui...
Esperando mais um anoitecer...
Quem sabe amanhã sobreviverá?
Ou quem sabe irá morrer?

Leni Martins

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