PEITO ACORRENTADO


Peito acorrentado neste imaculado ser
Os cadeados estão trancados
não há mais como o amor sobreviver.
Esfaqueado e sangrando até a morte nascer.

Carrega o peso das noites
Carrega a tristeza do amanhecer
Arrasta-se pelos cantos do inconsciente
Tão cansado de esquecer.

Peito acorrentado neste imaculado ser...
Condenado friamente esperando o dia escurecer,
Contando as gotas da chuva,
Sentido a sede de beber.

Resta engolir a sua fúria...
Resta-lhe o padecer...
Sobreviver de alguns restos de vida
E rezar pra morrer.

Leni Martins

 

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