Trago apenas eu

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Trago apenas eu

Trago-lhe um punhado de folhas secas
apanhadas pelo vento,
um punhado de tristeza
sem sorriso, sem destreza,
recolhido pelo tempo.

Trago em minha face
traços de cansaço,
estilhaços de sofrimento,
retratando pedaços de momentos.

Refletido em meus olhos
o tormento, o escuro
de um lamento frio e de dor.

Trago nas mãos
um punhado de flores
sem perfume, sem cor...murcharam
pois perderam seu encanto
pelo tempo que esperaram.

Trago em meu peito
uma ferida ainda não cicatrizada
que ainda sangra se tocada.

Trago um punhado
do que restou em mim.
Restou tão pouco... que até já esqueci.

Trago um punhado de dor e mel.
o amor que antes era doce,
hoje é fel.
Sem troféu e condenada.
Levo sobre o ombro uma cruz pesada.

Mas trago no coração
um punhado de esperança,
pois as flores murchas
voltarão a perfumar,
colorir e encantar.

Trago apenas eu,
renascendo das cinzas,
tentando ressuscitar.

Leni Martins

 

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